Construmob cobra reintegração de cipeiros demitidos da LCS, terceirizada Bridgestone

Sindicato acompanha processo de reintegração de cipeiro da LCS: respeito aos representantes.

A LCS Construções, empresa terceirizada da Bridgestone, demitiu recentemente, dois trabalhadores em exercício de mandato na CIPA (Comissão Interna de Acidentes de Trabalho) portanto estáveis, numa demonstração de total desrespeito à legislação e ao direito dos trabalhadores. Representantes eleitos da CIPA têm estabilidade de emprego até um ano após o fim do mandato.
Desde janeiro, o Sindicato procurou a direção da LCS e da Bridgestone para reconsiderar a situação. A ausência de diálogo, segundo o Secretário Geral e Administrativo, Mauro Coelho, levou os trabalhadores a entrarem na justiça contra a demissão. Assistido pelo departamento jurídico do Sindicato, Ronaldo Lima Ferreira, um dos cipeiros, exigiu sua reintegração, medida prontamente atendida pela Justiça do Trabalho.

O auto de reintegração determinado pela juíza do trabalho Rose Mary Copazzi Martins, aconteceu no dia 13/2, quando estiveram na Bridgestone, em Santo André, os diretores do sindicato Cleiton Sabio e Mauro Coelho, Jaqueline Correa advogada do Construmob e o oficial de justiça.

A decisão definiu imediata reintegração do autor ao emprego, no prazo de 24 horas a contar da intimação, sob pena de multa diária de mil reais. “Uma vez reintegrado, o autor deverá retornar à mesma função anteriormente exercida, bem como manter seu direito à participação nas eleições da CIPA” definiu a liminar da juíza.

Ronaldo deveria retornar às mesmas atividades, função e local de tabalho, mas até o fechamento deste boletim, o trabalhador não havia retornado às suas funções e à representação da CIPA na Bridgestone.

O Sindicato está cobrando tanto da LCS como da Bridgestone o cumprimento da decisão. “Esperamos que não haja nenhum tipo de perseguição contra o representante da CIPA”, esclarece Mauro Coelho.

O outro representante, Sebastião da Silva Teixeira, diante da situação de perseguição e abusos sofridos, optou por fazer uso de seu direito à indenização.